“A voz do cárcere” já está nas bancas

Já está disponível no mercado a obra “A voz do cárcere”, da autoria de Paulina Chiziane e Dionísio Bahule. O livro, que chegou ao público sexta-feira última, resulta de um trabalho de recolha de histórias nas prisões nacionais, nomeadamente, a prisão feminina de Ndlavela, a da Machava e a Juvenil de Boane.

Em 450 páginas, o livro, que sai sob chancela da TPC editores, aborda questões relacionadas com a violência doméstica, assuntos ligados à justiça, às crianças que crescem sem os progenitores, entre outros tipos de situações.

Paulina Chiziane e Dionísio Bahule ouviram mulheres e homens que estão nas cadeias para poder contar as suas histórias e trazer exemplos da sociedade sobre violência doméstica.

Foram necessários sete meses para colher as entrevistas e transformá-las em obra que já se encontra disponível nas prateleiras das livrarias nacionais.

O livro “A voz do cárcere” foi proposto pelo Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) e é uma conjugação entre literatura, sociologia, psicologia e antropologia.

Feitas as entrevistas, os autores acreditam que estar no cárcere é uma forma de espiar os pecados e os erros da humanidade. Assim, a prisão é um espaço de catarse e o livro um projecto de educação.

“Há gente que diz a prisão é somente para os malfeitores. Mas nós damos a entender que é uma instituição onde qualquer um pode entrar. Também discutimos o conceito de reinserção social, em que se diz que a comunidade deve aceitar um ex-recluso e não o discriminar sob o risco de retornar à sua anterior condição, mas o Estado, por exemplo, não aceita um ex-recluso”, afirmaram durante o lançamento da obra. (Fim)

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Última modificação: Domingo, 02 Maio 2021 08:14