Não há maior pesar que recordar com tristeza uma época em que fomos felizes – Dante Alighieri

O confinamento a que estamos sujeitos, por causa da pandemia, tem o condão de juntar famílias. Pais passam mais tempo com os filhos e, por causa disso, cria-se espaço para um conhecimento mútuo e, quiçá, enriquecedor. Ficar em casa também nos permite ter mais tempo para curtir vários canais televisivos oferecidos pelas diversas plataformas de canais “digitais”. E é aqui onde entra o prego no pé do pobre caminhante...

Nas tardes – que era suposto serem nossas e de alegria – somos confrontados com programas onde o ingrediente principal é o mau gosto, a trafulhice, palermices de toda a sorte e, por que não, uma completa imbecilização que começa com o apresentador, passa pelo entrevistado e caça o espectador. É de uma brutalidade atroz.

A ética e deontologia profissionais são pontapeadas sem dó nem piedade. O despreparo dos nossos apresentadores – evidentemente que não são todos dos programas que passam nas tardes televisivas – é assustador. Cultura geral, zero. Nem falo da violência com que tratam a língua portuguesa... até dá a impressão de que andam com um facalhão à caça da pobre língua para a esquartejarem sem dó nem piedade. Some-se a isso uma estranha gargalhada grotesca que intermedeia as intervenções, sobretudo, das apresentadoras... Aquilo só visto. Leia mais...

Por Belmiro Adamugy

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