Conjugar teatro no feminino

A história diz que o teatro, na sua origem, na Grécia antiga, era praticado única e exclusivamente por homens. Eram eles quem fazia os papéis femininos. Entretanto, milhares de luas nos separam dessa realidade. Hoje, imaginar um palco sem a graciosidade, engenho, beleza, suavidade e criatividade femininas seria uma autêntica blasfémia contra a humanidade, um absurdo contra as artes no geral e contra o teatro de forma particular. Algo inimaginável, diga-se.

No nosso país, não se pode enjeitar a participação da mulher no teatro. Grandes nomes ajudaram a construir esse imaginário que povoa a nossa memória colectiva. Elisa Mausse, Manuela Soeiro, Maria Pinto de Sá, Graça Silva, Margarida Manja, Lucrécia Paco, Arlete Rombe, Hermelinda Simela, Cândida Bila, Ana Magaia ou Josefina Massango, só para citar alguns nomes, empenham o seu engenho e talento na edificação do nosso edifício teatral.

Entretanto, nos dias que correm, os teatros andam silenciosos, fantasmagóricos muito por culpa da pandemia causada pelo novo coronavírus. domingo, mesmo na senda do teatro no feminino, visitou alguns dos nomes que dão cartas nos nossos palcos para perceber com que linhas se cosem os panos da arte de representar: Isabel Jorge, Angelina Chavango, Sabina Rafael e Yolanda Fumo aceitaram o repto... e uma coisa ficou clara; apesar das dificuldades, o teatro conjugado no feminino vai continuar a rugir! Leia mais...

Texto de Belmiro Adamugy

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