“AVÓ DEZANOVE E O SEGREDO DO SOVIÉTICO”: Longa-metragem de João Ribeiro colecciona prémios internacionais

- Em entrevista ao domingo, o cineasta moçambicano fala da indústria nacional e não só

João Ribeiro comprou uma máquina do tempo e regressou para 2008 com o objectivo de resgatar o romance “Avó Dezanove e o Segredo do Soviético”, do escritor angolano Ondjaki, e adaptá-lo em imagem em movimento. O resultado é a segunda longa-metragem do realizador moçambicano, que leva o nome da obra, e que chegou ao público em princípios de 2020.

Em pouco tempo, o filme já constitui motivo de orgulho para Ribeiro. E não é para menos. Ganhou os prémios “Best Film/Video Narrative Production” (“Melhor Filme/Vídeo de Ficção”) na 35.ª Edição do Black International Cinema Berlin 2020, de melhor realizador e melhor actriz secundária para João Ribeiro e Ana Magaia, respectivamente, no festival Kisima de Música e Cinema, no Quénia. Foi também distinguido como melhor longa-metragem de ficção na 7.ª edição do Plateau Festival Internacional de Cinema da cidade da Praia, Cabo Verde, motivo suficiente para uma conversa com o realizador.

Orçada em pouco mais de 600 mil euros, trata-se da sua segunda longa e que chega uma década depois de “O Último Voo de Flamingo”. “Avó Dezanove” é uma sátira social da década 80 do século passado, que retrata uma história de amor e a relação social das pessoas com o espaço onde vivem. Um grupo de jovens vê o seu lugar de pertença e de infância na iminência de desaparecer e decide orquestrar um plano para eliminar a ameaça.

A película também espelha os problemas da fome e os conflitos de terra vividos nos anos 80, as filas para adquirir alimentação, o convívio e a solidariedade familiar. Ribeiro, com este filme, reafirma a sua preocupação com a problemática de perda de valores. Leia mais...

TEXTO DE PRETILÉRIO MATSINHE

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