Galaroz Protagonista

Em menos de um ano à frente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), Feizal Sidat mostrou obra. Os “Mambinhas” conquistaram o Torneio da COSAFA e garantiram presença na fase final do CAN em 2021, a ter lugar na Mauritânia, facto inédito na história do futebol moçambicano na categoria de sub20. Palmas para ele! Mas foi aí onde lhe cresceram as asas.

Feizal Sidat cantarolou que nem a galinha do angolano Bonga e bateu as asas. Depois soltou o seu canto co-co-ri-cóóóó como se fossem três ou quatro horas da manhã.

O seu afinado canto causou estranheza e perplexidade porque os galos, regra geral, cantam de madrugada. Mas o number one da FMF cantou em pleno fim do dia em Port Elizabeth e, para que a sua bela melodia ficasse mais aprumada, proporcionou-se saltos graciosos, degrau a degrau, até invadir o campo onde os “Mambinhas” faziam a histórica festa, numa correria que fez recordar Ben Johnson.

Com ele, aprendeu-se que quando a selecção conquista um troféu muito vistoso é o presidente da Federação que tem de açambarcar os holofotes. Aparecer em primeiro plano com o canecão para o desespero dos repórteres fotográficos e editores desportivos sempre preocupados com a capa e titulagem do acontecimento.

Talvez porque ele viva intensamente as coisas, não se coibiu de comprar bronca com a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) e as direcções dos clubes que vão militar no Moçambola. Ele quer apenas 12 clubes, mas os visados apontam 14.

O bom do Feizal, que tem uma óptima estrela divina, próximo ano, decididamente vai falhar este distinto galardão, porque estar na fila de trás nem sempre significa ser último. Também pode ser sinónimo de competência, humildade e sabedoria. Por enquanto, o título assenta-lhe que nem uma luva.

 

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