Vassoa estreia-se com “Cambalhotas de dedos marcados”

Com recurso à memória, factos sociais, continente africano e conhecimentos sobre história, o escritor e pesquisador Afonso Vaz Vassoa deu corpo à obra “Cambalhotas de dedos marcados”, seu primeiro romance, lançado sexta-feira última através das plataformas digitais, no âmbito das medidas que visam combater a pandemia do novo coronavírus.

A obra de 460 páginas sai sob chancela da Alcance Editores com mil exemplares. Há 20 anos, quando frequentava o curso de Relações Públicas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul do Brasil, Vassoa esboçou a obra, mas teve de abandoná-la por causa de outras ocupações. Só nos últimos dois anos é que conseguiu resgatar os rascunhos e concluí-la.

Assim, a narrativa de “Cambalhotas de dedos marcados” gira em torno de cinco moçambicanos que se encontram no país do samba e desenrola- -se à volta de diversos fenómenos, sobretudo culturais, que enfrentou durante a sua estadia no Brasil.

O romance é também o culminar de um exercício que Vaz fez enquanto homem que viveu muitos anos longe da sua família, portanto, um refúgio que encontrou na escrita para se esconder das lembranças, nostalgias, no que ele próprio chama de “ocupação para momentos extremos de tristeza e stress”, quando se está longe de casa.

Com o livro, Vassoa quer, igualmente, debater os dilemas que o continente africano vem enfrentando desde o período colonial até os dias actuais. Aliás, o preâmbulo da obra é esclarecedor. “Procura-se (no livro) observar e mexericar, escutar e duvidar, viver e conviver, criar e recriar, apresentar e representar as essências dos seres, motivações, linguagens e mensagens de algumas almas silenciosas e ruidosas, nacionais e internacionais, identificáveis e não-identificáveis”. Leia mais...

Texto de Pretilério Matsinhe

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