Compor canções é paixão bem antiga

O intérprete de “Nwahulana” (banda sonora do filme hollywodiano “The Pledge”, realizado por Sean Penn), “Sapateiro”, “Nkentxe-Nkentxe” “Monami” ou “Makweru” é mais conhecido pelo seu nome de guerra – Wazimbo – mas os pais baptizaram-no, em 1948 quando veio ao mundo, com o nome de Humberto Carlos Benfica.

É indubitavelmente uma das maiores vozes de Moçambique e um dos mais famosos cantores de marrabenta. Nado em Chibuto, na província de Gaza, Moçambique, mudou-se para a capital – então Lourenço Marques – onde cresceu no popular bairro Mafalala. Começou a cantar em 1964 – juntamente com Hortêncio Langa e Miguel Matsinhe–, formou o grupo “Os Rebeldes do Ritmo”, que viria mais tarde a ficar conhecido como “Silver Stars”. Depois ajudou a fundar o grupo “Geyzers”. Mais tarde, já sem os companheiros dos “Geysers”, decidiu trabalhar com Milagre Langa e Domingos Macuacua.

Participou da fervilhante vida nocturna da Lourenço Marques e depois Maputo. Viveu pelo menos dois anos em Luanda, Angola, trabalhando com nomes como Elias Dias Kamuenzo, Cireneu Bastos e Massano. Actuou em várias partes do mundo e conviveu com outros nomes sonantes da música internacional. Tudo isso faz com que não se possa falar do nosso cancioneiro sem fazer-se menção a “Voz”.

Nos finais da década 70, ao lado de Sox, Milagre Langa, Zeca Tcheco e Alexandre Langa, Wazimbo integra o projecto do Grupo RM. Em meados da década de 80, Wazimbo faz parte da Orquestra Marrabenta Star de Moçambique, tendo gravado com esta orquestra os discos “Independance” e “Marrabenta Picnic”, ambos lançados pela editora alemã Piranha Musik. Em 1998, Wazimbo lança o seu primeiro disco a solo, “Makweru”, sob a chancela da editora moçambicana Conga, gravado na África do Sul. Posteriormente, lançou o disco “Raizes”. Os dois discos, segundo as suas próprias palavras, foram uma forma de afirmação e de revelação das suas emoções musicais.  Leia mais...

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