Plataformas digitais alternativa para as editoras emergentes

Resiliência e persistência são palavras que caracterizam o dia-a-dia das novas editoras que têm assumido um papel preponderante na divulgação da literatura moçambicana. Reinventam-se para garantir a sustentabilidade e edição de autores emergentes. Entretanto, clamam pela industrialização da área por forma a ter retorno no investimento.

Vários são os problemas que enfrentam na área, entre eles a falta de financiamento, facto que limita a tiragem. O Marketing é fraco e a indústria de distribuição inexistente. Mesmo assim, as editoras emergentes não vergam perante as dificuldades e já estão a experimentar vendas digitais. domingo conversou com os gestores e contam os seus dilemas.

ETHALE APOSTA NA INTERNACIONALIZAÇÃO

A editora Ethale Publishing nasceu em 2016. Editou “O Hambúrguer que matou Jorge”; “O voo dos fantasmas”, de Mélio Tinga; “Comboio de Sal e Açúcar”, de Licínio Azevedo. Traduziu para português “A greve dos mendigos”, da senegalesa Aminata Sow Fall; “Matigari”, do queniano Ngugi Wa Thiongo; “A morte e o cavaleiro do Rei”, do nigeriano Wole Soyinka. Ainda este ano, vai lançar “Gajos bons”, de Ericínio de Salema.

Ao traduzir clássicos africanos, o objectivo é permitir a partilha de conhecimento e cultura entre os povos do continente.

Uma das metas da editora é internacionalizar-se, mas tem enfrentado dificuldades,porque o negócio do livro não é rentável. “Não estamos a vender. A maior parte do investimento que a gente fez não produziu resultados imediatos”, diz Jessemusse Cacinda, director da editora.

A editora desenvolve outras actividades como publicidade, branding e debates públicos para garantir sustentabilidade.  Leia mais...

Texto de Pretilério MATSINHE 

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