A vez da dança contemporânea

Surgiu para desmistificar os padrões pré-estabelecidos pela dança tradicional. Sem técnicas específicas muito menos o corpo ideal, a dança contemporânea “permite ao bailarino maior liberdade”, diz Ídio Chichava, coreógrafo e bailarino moçambicano.

Com pouco menos de três décadas no país, a dança contemporânea tem profissionais reconhecidos a nível internacional. Ainda assim: “temos de fazer mais. Os bailarinos são bons mas falta-lhes a ousadia, e isto faz com que tenham medo de arriscar... fazer as suas próprias criações. Esquecem que a perfeição se ganha com a prática. Se tivermos mais trabalhos, o nome do nosso país irá ecoar ainda mais longe”, aponta Chichava.

Apesar da notabilidade no país, em dança contemporânea, os coreógrafos, bailarinos e produtores de eventos da dança contemporânea têm enfrentado vários problemas para conseguir financiadores nacionais.

“Os empresários não compreendem a importância desta arte para o panorama cultural do país”, lamenta Belarmino Lovane, pesquisador cultural, com vários trabalhos sobre a dança contemporânea.

A Plataforma Kinani, por exemplo, é uma das que mais se dedica à organização de eventos de dança contemporânea em Moçambique. Os poucos eventos que organiza são financiados por instituições estrangeiras. Leia mais...

Texto de Maria de lurdes Cossa

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