Nicolas Maduro – o “ditador” que se tornou “traficante de drogas”!

O coronavírus soou todos os alarmes internacionais e já figura como uma pandemia. Os EUA já ultrapassaram a Itália e a China como o país com o maior número de infectados pelo Covid-19. As autoridades norte-americanas deparam-se com uma crise sem precedentes no seu sistema de saúde, mas as prioridades estão também para um “inimigo” – Venezuela –, cujo regime parece que o Governo de Trump quer ver fora do poder antes do término do seu mandato. O Departamento (Ministério) de Justiça dos EUA acusou formalmente Nicolas Maduro, Presidente venezuelano que consideram ditador, de “narcoterrorismo”. Depois de as sanções económicas e da “cartada Guaido” não terem sido capazes de derrubar Maduro, as anunciadas acusações judiciais poderão ser interpretadas como a tentativa de uso do poder judicial para derrubar “regimes inimigos”.

De acordo com a acusação, Nicolas Maduro, mancomunado com guerrilheiros colombianos, terá liderado cartéis de droga que “inundaram os EUA com cocaína”. Por ser considerado um traficante de drogas, Maduro é procurado pelas autoridades norte-americanas, que estão dispostas a oferecer 15 milhões de dólares a qualquer um que fornecer informações que possam levar à sua prisão. Para além de Maduro, outras figuras de proa do movimento chavista na Venezuela são também procurados. Receberá 10 milhões de dólares quem entregar Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela. No conjunto dos acusados constam também o presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, Maikel Moreno, e o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López. A acusação formal, onde constam outros membros do chavismo, inclui os crimes de narcoterrorismo, lavagem de dinheiro e corrupção.

O mundo depara-se com a pandemia do coronavírus, com os números a indicarem que os EUA superaram a China em termos da quantidade de pessoas infectadas pelo Covid-19. Os dados no momento que se escreviam estas linhas davam conta que os EUA já haviam ultrapassado a fasquia de mais de 100 mil infectados pelo vírus, sendo que o segundo e o terceiro países mais infectados, Itália e China, respectivamente, não haviam atingido os 90 mil. Importa aqui salientar, porém, que, apesar do elevado número de infectados, os EUA apresentavam níveis relativamente baixos de fatalidades (1704), se comparados com a Itália (9134), Espanha (5690) e China (3295). Por causa do vírus, os EUA, tal como vários outros países, anunciaram medidas drásticas que incluem o encerramento da entrada de estrangeiros, especialmente provenientes de países afectados pelo coronavírus. Leia mais...

Por Edson Muirazeque *

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Última modificação: Sábado, 28 Março 2020 21:04
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