DOS NOVOS MANDATÁRIOS E DO DEFEITO DE FABRICO

Hoje pretendemos ser curtos, mas falarmos grosso. Temos em conta que, de acordo com o cronograma estabelecido para a entrada em funcionamento do novo Parlamento, é já amanhã que teremos na “Casa do Povo” um novo figurino de inquilinos.

O que auguramos é que este novo Parlamento deve ser composto por pessoas dispostas a discutir e a criar leis que resolvam os nossos problemas. Nossos problemas, sublinhe-se! Nossos, nós, o povo. Não queremos um Parlamento composto por compadres e comadres que vão divertir-se às nossas custas, discutindo os seus direitos e as suas benesses, tipo vantagens, privilégios, regalias, benefícios, favorecimentos, etc.. Os parlamentares que entram amanhã em serviço devem ser servidores nossos porque nós é que os escolhemos cuidadosamente a dedo, no passado dia 15 de Outubro (hand-pick), como diriam os britânicos, “we choose them or select with great care”, entre milhões de moçambicanos. Usei e abusei de propósito o anglicismo nesta passagem, não porque não tenha ficado claro em português o que quis dizer, mas porque para embasamento ou fundamento em conteúdos relevantes e para criar conexão com os leitores, despertando o interesse pelo discurso e conduzindo-os ao entendimento da mensagem transmitida, nos seminários (“workshop”) ou em reuniões de um grupo de pessoas interessadas num determinado assunto, agora está na moda o bom orador usar muito esse estilo de linguagem: o abuso de termos estrangeiros! Parece-nos que se o apresentador não utilizar no seu discurso termos estrangeiros, particularmente certos termos em inglês, isso muitas vezes é tido e interpretado como prova ou sinal de que esse orador é um “Leigo” na matéria ou é pouco letrado! Mas voltemos à vaca fria. Leia mais...

 

Por Kandiyane Wa Matuva Kandiya

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Última modificação: Sábado, 11 Janeiro 2020 20:37