O passado, presente e futuro foi o que o agrupamento do Niassa “Os Massukos”, brindou a um número considerável de espectadores que quis despedir-se daqueles embaixadores da nossa música ligeira, tocada na base de ritmos tradicionais, que chegaram à capital do país no mesmo dia, tendo, dia seguinte, rumado com destino a Macau, onde participam no festival da CPLP.

Estava dito que seria “ um encontro de amigos”, mas os Massukos acabaram “ estragando” toda a noite da quinta-feira, se bem que ninguém teve a coragem de arredar pé quando a banda começou a desfilar aquilo que Feliciano dos Santos , o líder do agrupamento, disse ser o passado, presente e futuro da sua história, enquanto conjunto, virado para o resgate de ritmos tradicionais da região onde Niassa se insere.

O futuro, de acordo com Feliciano dos Santos, que falava em exclusivo ao nosso semanário, está prenhe de músicas trazidas do saudoso Machonguessi, entretanto postas na esteira da modernidade que deixou o público simplesmente estupefacto. Afinal, o futuro refere-se às novidades que se seguem aos álbuns Kuimba Kwamassuko, Bumping e Nhimbo Za Kwato.

Machonguessi é, desde sempre, o ídolo dos Massukos, artista niassense que colecionou admirações por todos os cantos por ter sido exímio tocador de uma guitarra com 12 cordas, enquanto deficiente visual, que faleceu pouco tempo depois do festival nacional da cancão e música tradicional, realizado em 2006, em Pemba.

O país e para quem não esteve na despedida dos Massukos na noite da quinta-feira, espera ouvir as novas musicas, incluindo outras antigas, que pela sua simbologia e o seu caracter emblemático, foram cautelosamente retrabalhadas para novos apetites musicais do público sempre exigente.