O Centro Cultural Franco Moçambicano (CCFM) acolhe desde a semana passada uma exposição de 35 obras do pintor Matias Ntundo produzidas em formato de Xilogravuras nas quais o artista procura retratar as diferentes fases da vida do país. A mostra estará patente até 30 de Julho do ano em curso.

Com base na arte de desenhar esculpindo na madeira, pintar e estampar criando telas (xilogravura), Matias Ntundo usa dos seus quadros para exteriorizar os seus sentimentos em relação à sociedade e, segundo ele, os quadros retratam as várias fases que o país atravessou desde o tempo da escravatura. 

O expositor descreve o período de submissão ao sistema colonial, a época da Luta de Libertação Nacional, a Independência Nacional, bem como a reconstituição nacional ocorrida nos anos que se seguiram ao Acordo Geral de Paz. Ntundo afirma que também retrata outros problemas actuais como são os casos da pandemia do HIV, Educação, bem como a cultura.

O curador da exposição, Ermenegildo Idelfonso explicou que, com esta mostra, o artista pretende fazer perceber que“a arte é algo que no país pode mudar alguma coisa”, referindo que as variadas situações retratadas nos quadros merecem reflexão.

A organização da exposição coube à Tipomagia Marketing cuja representante, Teodora Idelfonso disse que o investimento que a sua empresa está a fazer é para provar que “com a arte pode se combater a pobreza. Ele cria um mundo visto a partir do planalto de Mueda (Cabo Delgado) ”. A mostra faz parte de um projecto mais amplo denominado Macono, que terá a duração de dois (2) anos.

O representante do Ministério da Cultura e Turismo, Domingos Artur afirmou que o trabalho de Matias é, por si, uma história que é narrada a partir de suas vivências.

Nascido em 1948, Matias começou sua vida artística no planalto de Mueda. Em 1962 começou a fazer esculturas Maconde e, em 1982 estreia-se nas xilogravuras.

 

 

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