O Arquivo Histórico de Moçambique (AHM) celebrou, recentemente, 85 anos de existência, de olho na necessidade de reforçar a sua identidade como um verdadeiro arquivo nacional.

Entretanto, a construção de um edifício de raiz, apetrechado de equipamento de armazenamento de informações, é apontado como uma emergência, de forma a evitar a danificação ou perda de documentos importantes ali disponibilizados.

Trata-se de relatos do processo histórico de Moçambique desde o séc. XVIII, conservado em formato de cassetes, microfilmes e papéis.

Só para se ter uma ideia, o edifício-sede tem 22 mil livros, 160 periódicos, arquivo oral de 14 mil cassetes, registo civil e notariado e colecção de Eduardo Mondlane. O outro edifício que funciona ao lado da Biblioteca Nacional tem mais de 300 mil microfilmes do séc. XVIII.

O Arquivo Histórico tem na sua posse cerca de 30 mil metros lineares de documentação textual tratada, agrupada em 82 fundos arquivísticos, disponíveis à consulta pública. Tem ainda cerca de 100 mil imagens variadas de colecções especiais e 700 horas de registos sonoros sobre história e tradição horal.

Actualmente, dos cinco edifícios, apenas três estão em funcionamento, sendo um a sede e o outro nas imediações da Biblioteca Nacional. O terceiro no campus da Universidade Eduardo Mondlane.

Quanto aos dois que não estão operacionais, um encontra-se na Avenida Timor Leste e outro na esquina entre as Avenidas Filipe Samuel Magaia e 24 de Julho, todos na cidade de Maputo.

A maior parte destas infra-estruturas quando foi construída não estava concebida para servir de arquivo, mas, devido à falta de instalações, foram adaptadas para funcionar para a conservação dos documentos. Leia mais...

Texto de Abibo Selemane

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