O Teatro da Rainha em parceria com a Câmara Municipal da Cidade das Caldas da Rainha, seguindo uma velha tradição, que envolve a comunidade no processo de criação e apresentação de um espectáculo, apresentou a peça “A Cidade dos Passaros”,  escrita pelo dramaturgo francês Bernard Charteux inspirado no original “As Aves” de Aristófanes.

O enredo da peça conta-nos uma história, que se pode dizer, familiar a toda humanidade. Fala-nos de como se implantam os regimes ditadores. Nos lembra da narrativa colonial ao nos mostrar dois Atenienses, Evélpidos e Pisteteros (este com sina de ditador) que chegam ao país dos pássaros livres e ao se aperceberem da fragilidade ou inexistência de governo decidem erguer um império na cintura dos ventos e subjugar o povo. Lembra-nos também que a política é a arte da manipulação e que a democracia está doente e se não lhe encontrarmos o antidoto, o mais rápido possível corremos o risco de acabar no abismo. São, na verdade, questões sobre política e governação que dizem respeito a todo mundo, e em particular à Moçambique, por estarmos no ano das eleições presidenciais.

Sobre a sua integração no projecto dos “Passaros”, Venâncio Calisto, actor e encenador moçambicano, disse essencialmente que participa como actor e assistente de encenação em resultado de um estágio profissional concedido pelo Teatro da Rainha.

Foram dois meses de muito trabalho para todo o elenco e de muito aprendizado para mim. Participar deste espectáculo possibilitou-me, de uma forma pratica, conhecer como funciona uma companhia profissional em Portugal, tanto sob ponto de vista de criação e organização do reportório, assim como sob ponto de vista administrativo. Permitiu aprofundar os meus conhecimentos nesses aspectos”, disse Calisto.

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