Arrancou hoje, no Camões – Centro Cultural Português, em Maputo, o Festival de Literatura Resiliência 3, organizado pela editora Cavalo do Mar, subordinado ao lema “Mobilidade e Criação Artística na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)”.

Hoje,  dia inaugural do evento,  a primeira mesa-redondafoi composta pelos oradores Carmen Tindó Secco,brasileira,  pesquisadora de Literaturas Africanas,e o jornalista e poeta angolano José Luís Mendonça, sob moderação da professora universitária Conceição Siopa, e refletiu sobre “Políticas e caminhos das literaturas de língua portuguesa”.

Carmen Tindó Secco disse que a corrupção, as vozes da periferia, violação sexual, perplexidade, entre outros temas, tem encimado as obras de literatura contemporânea no Brasil: “Actualmente, na literatura brasileira, tem-se explorado um feminismo negro, que aborda os preconceitos que aquela população tem sofrido e sobre a firmação da herança africana”.

Para o jornalista e poeta angolano José Luís Mendonça, o livro é património cultural intangível. A literatura e a língua tem sido a alma de um povo e produto artístico.

O que acontece em Angola,e creio que aqui em Moçambique,é que os escritores e alguns músicos são, primeiro, reconhecidos no estrangeiro edepois no país de origem”, disse Mendonça.

O segundopainel debruçou-se sobre “O futuro da língua portuguesa”, nas vozes dos escritores moçambicanos M.P. Bonde e Pedro Pereira Lopes,  edoProfessor Catedrático Valter Hugo Mãe e Carlos Reis( ambos portugueses), sob moderação do director do Instituto Camões , João Pignatelli.

Pedro Pereira Lopes disse que está claro que língua portuguesa é indissociávelna fala e na escrita.  Carlos Reis afirmou que olhava para a palavra resiliência como se fosse título de capa de um livro que chama atenção sobre o que há dentro da obra.

“Neste encontro esperamos discutir sobre o futuro da língua portuguesa. Se conseguirmos falar e sermos entendido quer dizer que a língua portuguesa está presente e tem futuro”, resumiu.

A presente edição  junta, na capital do país, escritores de várias gerações e países, académicos, críticos literários, jornalistas, livreiros, editores e músicos, totalizando 32 oradores.

 

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