EDITORIAL: Uma semana de muito sangue...

Quem conduz o transporte semicolectivo de passageiros? Esta é a pergunta que não se quer calar, numa altura em que os rostos dos moçambicanos estão ainda banhados de lágrimas na sequência de pelo menos três aparatosos acidentes ocorridos em menos de uma semana – um no distrito da Manhiça, província de Maputo, outro no Dondo, em Sofala, e o último em Tsangano, Tete.

Por incrível que pareça, o denominador comum destes três sinistros, que no global resultaram em pelo menos 45 mortos, está no facto de terem envolvido transporte semi-colectivo de passageiros. É muito sangue a escorrer pelas nossas estradas.

O acidente da Manhiça foi tão grave que obrigou o Conselho de Ministros a decretar dois dias de luto nacional em memória das vítimas e a deliberar pela criação de uma comissão de inquérito para averiguar as circunstâncias da sua ocorrência.

É neste contexto que entendemos nós que o número de mortes e os danos materiais resultantes da sinistralidade rodoviária convidam a todos nós a uma reflexão sobre a quem se deve confiar a tarefa de transportar pessoas. Leia mais... 

Foto de Jerónimo Muianga

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