RECUPERAÇÃO DE AVC: A locomotiva da esperança

É uma arena onde se trava uma luta para reparar danos sofridos pelo tão temido Acidente Vascular Cerebral (AVC). Falamos do campo do Ferroviário das Mahotas, localizado nos arredores da capital do país, Maputo. Aqui, várias batalhas são travadas com aquele inimigo que, cada vez mais, se torna tão comum, quanto indesejado. Tudo é feito nas sombras da madrugada.

O que se nota é que para quem passo-a-passo, apoiado numa bengala, arrastando a perna, por vezes de braço encolhido, lutava para ressuscitar os tecidos e resgatar os movimentos, por ali encontra a locomotiva de esperança por uma vida melhor.

Pois é mesmo isso que acontece com os doentes que para lá acorrem diariamente de movimentos condicionados. Pessoas que se levantam muito cedo, antes do sol raiar.

domingo viu-as empenhadas, até mesmo antes do apito que os orienta para os movimentos coordenados sob a mira de um “coach”. Alguns adiantavam os exercícios de aquecimento, a centímetros dos seus colegas de jornada, que ainda se apresentavam com passos tímidos, pisando o chão com a ponta dos pés, afinal caminhar sem dificuldades, para estes, ainda constitui uma obra por concluir.

São pais e mães que viram os seus movimentos musculares paralisados devido aos efeitos da doença e, por causa disso, muitos perderam os respectivos empregos. Cada dia passou a ser uma oportunidade para voltar ao melhor de si. Na realidade, o futuro servirá para recuperar um passado infeliz, que chegou a desencadear outros problemas, principalmente os de natureza social e financeira. Leia mais...

TEXTO DE EDUARDO CHANGULE

Classifique este item
(0 votes)