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Na busca da mola um gajo ainda se trama

Junho 05, 2021 426

O mundo anda a braços com uma tremenda luta sem quartel por causa da covid-19. A guerra é mesmo terrível. O Ministério da Saúde anda com o credo na boca, porque há uma ameaça latente de uma hipotética terceira vaga. O cenário é preocupante. Há uma necessidade curial de continuarmos a seguir as recomendações emanadas... lavar as mãos, distanciamento social e o uso da máscara.

Se bem que os números oficiais de novas infecções nos dão algum alento, também não é menos verdade que há ainda muita gente que teima em andar na contramão: é vê-la com as máscaras mal colocadas, cobrindo apenas a boca ou a testa e noutros ainda cobrindo o queixo.

Recentemente, por artes e berloques, Bula-bula recebeu uma molinha básica de um biscate (coisa rara nos dias de hoje) e, porque vive sempre no limiar do desespero, lá se fez ao ATM mais próximo. Estava cheio. Uma fila desesperadora para um eterno aflito. Os clientes, a passo de tartaruga, lá iam fazendo as suas operações.

Uma hora passou e, contrariamente ao anúncio que aparece nos monitores dos próprios ATM, anunciando que “esta máquina está livre do novo coronavírus porque é desinfectada regularmente”, ali não se viu funcionário nenhum fazendo a tal limpeza. Pior, nem aquela maquineta, o dispensador, estava visível. Cada cliente fazia as operações e zarpava dali.

Ao fim de hora e meia, como a fila não avançasse grande coisa, deseperado, Bula-bula correu para a ATM mais adiante... o cenário era exactamente o mesmo. Aviso sobre covid-19 e limpeza, mas zero dispensador e zero funcionário para a necessária limpeza.

Preocupante cenário esse se considerarmos que as máquinas são usadas a torto e a direito por toda a gente... se não nos cuidarmos, a coisa pode ficar mesmo preta. E sejam honestos... se não limpam as máquinas com álcool gel, pelo menos coloquem os dispensadores. (Fim)

Foto de Inácio Pereira

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