TRAC e CFM desencontrados

- Em causa está a construção de um porto seco em Ressano Garcia que pode reduzir tráfego de camiões na N4

Quando faltam dois meses para a entrada em funcionamento do terminal de ferro-crómio construído pela empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), na vila fronteiriça de Ressano Garcia, na província de Maputo, a Trans African Concessions (TRAC) sente-se intimidada com o projecto, visto que alegadamente poderá reduzir drasticamente o tráfego de camiões na EN4.

Com a entrada em funcionamento do porto seco, prevista para Junho, o minério ferro-crómio passará a ser transportado via ferroviária, o que poderá tirar da EN4 mais de 500 camiões que diariamente escoam este produto da África do Sul ao porto da capital do país, permitindo o descongestionamento desta importante rodovia.

O director do Centro de Manutenção da TRAC, em Maputo, Fenias Mazive, disse ao domingo que solicitou, nos termos do contrato de concessão da EN4, explicação junto às autoridades sobre o modelo operacional do porto seco.

Fonte dos CFM afirma que ainda que não tenham sido abordados pela TRAC, não há motivos para alarme, porque o mercado é livre para todos os intervenientes.

“Não há, ainda, uma disputa formal entre a TRAC e os CFM. Do momento, apenas queremos ser colocados a par da situação porque este projecto afectará negativamente o desempenho diário do tráfego e, consequentemente, as receitas, visto que os camiões são uma parte significativa das viaturas que têm passado pelas nossas portagens”, diz Fenias Mazive. Leia mais...

Texto de Idnórcio Muchanga

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