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Em casa de ferreiro espeto de pau…

Março 06, 2021 848

A sabedoria popular diz que quando o navio vai a pique, os ratos são os primeiros a abandonar o barco. Deve ser o instinto de sobrevivência a actuar porque não há vivalma que deseje ir ao fundo do mar… nem mesmo o mais rude dos ratos!

Mas, nessa coisa de ratos, sabemos que há uns roedores mais teimosos do que os outros – que é uma alegria só quando descobrimos que a nossa casa está livre daqueles bichanos que, valha-nos senhor, tiram sono a qualquer um.

Com as ressalvas que se fazem necessárias (embora nem tanto) os moçambicanos vivem com o credo na boca porque há uns roedores que teimam em permanecer em searas alheias, promovendo a destruição e o luto sobretudo na região central do país.

Entretanto, como na cena do barco que vai a pique, alguns já deram sinais de que têm alergia a águas profundas e toca a ensaiar fugas para frente. A coisa está agora a um nível mais ou menos familiar… quer dizer, na toca, em reuniões separadas, alguns decidem que já é hora de respirar outros ares mais arejados.

Bula-bula – porque já viu muitos ficarem pelo caminho – acredita que ser náufrago não é coisa bonita. Alguns, mesmo percebendo que o ar começava a faltar-lhes nos pulmões, insistiram tanto em permanecer no porão do navio que acabaram afogados. Os mais espertos saíram-se bem… como os últimos três da mesma linhagem. Leia mais...

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