APOSTAS DO QUINQUÉNIO 2020-2024: Potenciar a indústria e diversificar a economia

O presente quinquénio deverá ser marcado por amplas transformações no sector industrial para o qual o Governo estabeleceu um programa que visa o aumento da produção neste sector. Sob o lema Industrialização, Comercialização e Consumo do Produto Nacional, o Governo definiu as linhas de actuação estratégicas já apuradas.

Tais linhas englobam o desenvolvimento da agro-indústria e da produção alimentar, criação de um ambiente de negócios, que confira maior atractividade dos fluxos de investimento industrial para Moçambique, promoção do produto nacional, estímulo à expansão industrial, tendo por base os grandes empreendimentos da indústria extractiva, incluindo a promoção da parceria estratégica em África, através do desenvolvimento de cadeias de valor regionais e o reforço dos serviços de apoio às Pequenas e Médias Empresas (PME).

Este programa resulta do facto de se haver constatado que a indústria transformadora em Moçambique é liderada pela metalurgia de base que tem um peso de 34,5 por cento na produção total, com domínio do alumínio, seguido das indústrias alimentares com 27 por cento.

A indústria das bebidas representa 13 por cento, a de fabricação de outros produtos minerais não metálicos com 12 por cento, principalmente as fábricas de cimento e os restantes sub-sectores contabilizam 13,5 por cento, mas com contributo médio individual inferior a um por cento.

Na óptica geográfica, a indústria transformadora está concentrada na província de Maputo com 64,4 por cento de toda a produção do país, seguida da província de Nampula, com 12 por cento e Sofala com 11 por cento.

Em termos de equilíbrio externo, o sector da indústria transformadora contribuiu com cerca de 1,3 mil milhões de dólares nas exportações, o correspondente a 27,6 por cento do total das exportações do país em 2019, sendo de destacar as exportações de barras e cabos de alumínio, que contribuíram com 84 por cento do total. 

As exportações da indústria de agro-processamento revelam cadeias de valor que incluem o sector familiar agrícola num conjunto diversificado de produtos, com destaque para o açúcar, amêndoa de caju, óleo de girassol ou de algodão e a madeira serrada.

Em termos de dinâmica, a amêndoa de caju evidenciou um forte crescimento, nos últimos cinco anos, tendo triplicado o volume das exportações ao passar de 18 milhões para 57 milhões entre 2018 e 2019. Durante estes anos, foram criadas 1911 novas unidades industriais (micro, pequenas, médias e grandes) e cerca de 46 mil novos postos de trabalho.

O sector manufactureiro contribui minimamente para o nosso Produto Interno Bruto (PIB) e as exportações são dominadas principalmente por matérias- -primas básicas ou matérias- -primas não processadas ou semi-processadas. Leia mais...

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