INCLUSÃO FINANCEIRA: Moeda electrónica cada vez mais decisiva

As instituições de moeda electrónica estão no topo dos serviços financeiros que mais contribuem para o fortalecimento da inclusão financeira em Moçambique, onde mais de 30 por cento da população adulta já usam este tipo de moeda, contra três por cento em 2014.

O aumento do uso de produtos transaccionais e de transferência tem sido o principal factor para o aumento da inclusão financeira formal, daí que a moeda electrónica entra como uma alternativa sem substituir, no entanto, a propriedade de uma conta bancária.

Segundo Sílvio Chiau, gestor do Financial Sector Deeping Moçambique (FSD-Moçambique), a fraca contribuição dos bancos na inclusão financeira deve-se à baixa renda da maioria da população moçambicana, uma vez que cerca de 64 por cento das famílias são dependentes da agricultura de subsistência e de actividades informais.

Não obstante isso, mais de 50 por cento da população moçambicana têm acesso a um celular básico, facto que contribuiu para que só em 2019 o país tivesse mais de 60 mil agentes de moeda electrónica contra cerca de 400 agências bancárias.

Para além disso, a falta de burocratização no acesso a serviços financeiros de moeda electrónica é também um dos factores que explicam as grossas massas de utentes que este sector movimenta. Leia mais...

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