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Anti-Zenawismo sufoca Tigray

Novembro 07, 2020 763

As forças Federais Etíopes e as forças regionais da província de Tigray estão em conflito militar desde 5 de Novembro corrente. Em questão está a insubordinação do governo local de Tigray aos comandos do governo de Abiy Ahmed, Primeiro-ministro da Etiópia. À primeira vista é difícil compreender esta atitude do governo local de Tigray. A imagem internacional que se tem do Primeiro-ministro é de um homem da paz, cujos esforços de pacificação com a Eritreia lhe fizeram merecedor do Prémio Nobel da Paz, em 2019.

Os factos mostram que, apesar desses louros de pacificador com a Eritreia lhe possam ficar bem, no âmbito interno esta pacificação foi uma manifestação nua e crua do anti- -Zenawismo, em referência a Meles Zenawi. É importante lembrar que Meles Zenawi, originário da tribo Tigray, foi inicialmente líder da Frente de libertação do povo Tigray e mais tarde líder da coligação Frente Democrática Revolucionária do Povo Etíope1 que derrubou o governo do Coronel Mengistu Haile Mariam, em 1991. A partir de então, Meles Zenawi tornou-se o líder dos processos de transição e, em 1995, tornou-se Primeiro-ministro da Etiópia. Na prática Zenawi governou a Etiópia entre 1991 e 2012, ano da sua morte.

Durante a sua governação, a tribo Tigray foi a mais sacrificada, mas também a mais beneficiada. Com uma população de aproximadamente sete milhões de habitantes num país com perto de cento e dez milhões de habitantes, esta é uma minoria quando comparada com a etnia Oromo que conta com mais de trinta e três milhões de habitantes. Leia mais...

Por Paulo Mateus Wache*

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