TEATRO OPERACIONAL NORTE: População armada rechaça terroristas em Muidumbe

É a reedição de vários episódios que vêm acontecendo há meses no distrito de Muidumbe e que, quase sempre, têm o mesmo desfecho. Os terroristas tentaram novamente invadir a aldeia Magaia, sem sucesso. A população pegou em armas e fez frente ao bando que destroçou sem conseguir concretizar mais um acto de terror.

O último episódio deu-se na aldeia denominada Magaia, no dia 3 de Outubro, em Muidumbe, o mesmo distrito onde um grupo de terroristas massacrou 56 jovens em Abril deste ano, no povoado de Xitaxi

Cansados de assistir impotentes às incursões diabólicas daquele bando, os residentes de Muidumbe, muitos deles combatentes da Luta de Libertação Nacional e desmobilizados de guerra dos 16 anos, fizeram um acordo com as Forças de Defesa e Segurança (FDS) para passarem a portar armas de fogo, entre outros instrumentos, incluindo de fabrico artesanal.

Dados em nosso poder indicam que naquele dia os terroristas, em número não especificado, acercaram-se da aldeia com o fito de recrutar mais adolescentes e jovens para engrossarem as suas fileiras, saquear e criar mais terror, como tem sido o seu apanágio.

Relatos colhidos junto de membros daquela comunidade indicam que, afinal, os aldeões tinham sido informados sobre a incursão e, numa estratégia de combate bem concebida, permitiram que o grupo entrasse na aldeia para, de seguida, descarregarem sobre ele e forçarem a sua retirada imediata.

Porque os terroristas foram apanhados em contra-mão, consta que não conseguiram reagir e que pelo menos oito foram abatidos no local, havendo igualmente relatos de que mais de uma dezena deles foram feridos com gravidade e arrastados pelos seus comparsas de volta para a floresta.

Esta foi a segunda tentativa de ataque àquela mesma aldeia em quatro dias. A primeira ocorreu no dia 30 de Setembro e também redundou em fracasso porque os combatentes estavam em prontidão. Nessa invasão, houve o registo da morte de pelo menos um insurgente e de vários feridos. Mas, há mais.

Na localidade de Litingino, do posto administrativo de Nangololo, também em Muidumbe, cerca de 20 terroristas quiseram recrutar jovens para as suas fileiras. Mais uma vez, os líderes comunitários e as FDS perseguiram-nos até à aldeia de Nconga.

“Foi ali onde se travou um intenso combate. Infelizmente, alguns jovens raptados já tinham sido aliciados o suficiente e facilitaram a fuga dos terroristas, mas quatro deles perderam a vida no local”, conta uma fonte local.  Leia mais...

Texto de Jorge Rungo

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