FINANCIADOS PELO FUNDO DA PAZ E RECONCILIAÇÃO: Combatentes tornam-se homens de negócios

Os projectos financiados no âmbito do Fundo da Paz e Reconciliação Nacional (FPRN) começam a dar resultados, com os beneficiários a investirem na agricultura, avicultura, pecuária, indústria, comércio, transporte, mineração, hotelaria e restauração.

O FPRN foi criado através do decreto 72/2014, de 5 de Dezembro, e visa promover a reinserção social dos veteranos da luta armada de libertação nacional, combatentes da defesa da soberania e da democracia e cônjuges sobrevivo destes.

domingo visitou algumas iniciativas bem-sucedidas no sector da agricultura na província de Maputo, tendo constatado que os mutuários estão, inclusive, a reembolsar os fundos.

É o caso de Mateus Simango. Veterano da luta armada de libertação nacional, recebeu financiamento em equipamento agrícola e está a explorar 16 hectares no posto administrativo de 3 de Fevereiro, distrito da Manhiça.

Este combatente é deficiente visual, doença contraída durante o processo de desminagem na província de Manica. Os engenhos explosivos foram colocados pelos soldados de Ian Smith.

A sua história inicia com a recepção, no ano de 2016, de equipamento agrícola - tractor com as respectivas alfaias, isto é, charrua e semeador. Desde então começou a apostar no sector agrário.

Emprega, hoje, seis trabalhadores efectivos, mas chega a contratar 20 a 30 eventuais quando se justificar, sobretudo no tempo de colheita de cana-de-açúcar ou cereais.  Leia mais...

Texto de Domingos Nhaúle

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