Abuso de fé punido com prisão

O Código Penal revisto em 2019, cuja entrada em vigor foi retardada de Junho para Dezembro deste ano, irá, certamente, ajudar a controlar algumas charlatanices que têm vindo a caracterizar determinadas congregações religiosas.

A pedido do Presidente da República, invocando a actual situação da covid-19 que impede melhor divulgação dos instrumentos legais em virtude do distanciamento social, a Assembleia da República aprovou, a 2 de Junho, a prorrogação da vacatio legis não só do Código Penal, como também do Código do Processo Penal e Código de Execução de Penas.

Não é novidade para ninguém que nos últimos anos assiste-se, no país e no mundo, a uma verdadeira aldrabice em que alguns líderes aproveitam-se do desespero dos demais membros da congregação perante situações concretas da vida – doença, pobreza, solidão e outros – para os esbulharem, a seu favor, do pouco património que têm. Já vimos, pelo menos na cidade de Maputo, famílias inteiras a se desintegrarem porque um dos cônjuges, apossado pela fé ou aliciado, entregou casa, dinheiro, carros ou outros bens em troca da “salvação”. Leia mais...

Por António Mondlhane

This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

Classifique este item
(0 votes)