EDITORIAL: Evitar o descaso no novo normal

Fim do estado de emergência. Início, com sinal vermelho, amanhã, 7 de Setembro, do estado de calamidade pública. Estas podem ser consideradas as marcas sublimes do discurso do Chefe de Estado à nação na noite da última sexta-feira no quadro resultante da eclosão da pandemia da covid-19. Uma ressalva: o fim do estado de emergência não significa que a vida volta ao seu curso normal de antes de Março do ano corrente. Significa, antes de mais, que temos de, como sociedade, ajustarmo-nos aos novos paradigmas da vida.

Por isso mesmo é que todas as medidas gerais restritivas, anteriormente emanadas em razão do estado de emergência, mantêm-se válidas com destaque para a obrigatoriedade do uso da máscara ou viseira, o distanciamento social e a regular lavagem das mãos.

Deve ser por isso mesmo que o Presidente da República, Filipe Nyusi, repetiu ao longo da sua intervenção que sempre se pode voltar para o estágio de maiores restrições caso os cidadãos não se consciencializem de que o fim do estado de emergência não significa que agora se pode viver à balda. Aliviar não é sinal de que voltámos ao antigo normal, de tal sorte que se mantêm válidas as medidas de quarentena, isolamento e internamento nos casos em que tal se mostre necessário. Leia mais...

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