“Estamos a reinventar-nos”

- Joaquina Gumeta, directora geral do Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas

Apandemia do novo coronavírus alterou por completo a marcha da economia mundial, ao travar a dinâmica do turismo, da aeronáutica civil, da indústria de entretenimento, produção automóvel, entre outros. Aqui no país, não há um registo exacto de empresas que encerraram. O Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME) diz que a categoria de empresas que ela assiste também sofreu, mas muitos deram uma nova roupagem aos negócios.

A nova directora geral do IPEME, Joaquina Gumeta, concedeu-nos uma entrevista na qual se debruça sobre os novos tempos que as PME estão a viver e o novo normal que se está a criar para garantir que a assistência a este importante e vasto segmento económico não pare.

No banco de dados desta instituição estão registadas mais de 46 mil empresas, cada uma com as suas vicissitudes e que, na sua maioria, buscam respostas junto do IPEME, ora para transformar ideias em projectos concretos, ora para converter projectos concretos em dinheiro. Tem ainda aqueles que já passaram da fase das ideias, dos projectos e buscam ajuda para melhor administrar o seu dinheiro.

É deste complexo mundo de negócios que conversámos com Joaquina Gumeta, e sobretudo sobre os estímulos que estas podem encontrar ao se cadastrarem nesta instituição de Estado cuja vocação é mesmo cuidar da evolução das PME. Ei-la na primeira pessoa. 

Qual é o número de empresas que vocês têm na vossa base de dados?

Temos o registo das micro, pequenas e médias empresas e o que gostaria de ressaltar é efectivamente aquelas que estão registadas concorrem para o desenvolvimento económico. Mas é bom que fique claro que a grande maioria das empresas deste segmento não está registada porque é informal, apesar de também dar a sua contribuição para o desenvolvimento económico.

Não nos deu o número…

São cerca de 46 mil. Para ser mais exacta temos o registo de 45.735 micro, pequenas e médias empresas.

Com as restrições impostas pela covid-19 muitas empresas foram à falência. Deste universo, sabe dizer quantas fecharam?

Neste momento não poderia dizer com muita precisão, mas com certeza que há um número significativo de empresas que estão numa situação difícil e algumas decretaram falência. Mas, a avaliar pelo número de pedidos que temos estado a receber nos nossos Centros de Orientação ao Empresário (COrE), sabemos que a maior parte foi forçada a reorientar a sua actividade principal para outra para poderem obter alguma renda porque a actividade principal não pode prosseguir

Que tipos de empresas optaram por essa via? Leia mais...

Texto de Jorge Rungo

This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

Classifique este item
(0 votes)
Script: