Experimentando a profundidade do rio com os dois pés

Bula-bula vive na periferia da cidade. Num destes bairros que vão nascendo como cogumelos à medida em que viver na cidade começa a mostrar com quantos palitos de fósforo se faz um barco de pesca. O bolso anda curto demais para aguentar com os preços “módicos” dos apartamentos. Coisas da vida...

Mas, apartamentos à parte, o que se viveu na última sexta-feira, lá pelas bandas residenciais de Bula-bula, foi de bradar aos céus. Coisa digna de Hollywood, a julgar pelas cores garridas e som estereofónico a lembrar uma luta entre felinos na época do cio... era tanta a barulheira!

Na verdade parecia mais uma festa de um desses ricaços que vão dando o ar da sua graça a julgar pela quantidade e qualidade de carros que ocupavam a rua. Marcas de arrepiar por não serem vulgares. Coisa mesmo de gente que só bebe água importada.

E a festança aconteceu noite adentro até quase o raiar do sol. Ali, pelo que dava para perceber mesmo à distância, viveu-se à grande e à francesa. Quem pode pode. Quem não pode fica triste ou engole a saliva com a máxima força imaginando que degusta uma bifana ou uma picanha com sal quanto baste. Leia mais...

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