Faz sensivelmente três semanas que embarquei num dos voos das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e curiosamente confirmou-se o meu palpite: todos os passageiros usavam máscaras.

Apesar de o voo ter a duração de aproximadamente duas horas, ninguém ousou retirá-la sob pretexto de “não respiro bem”; “sinto-me sufocado”; “é difícil habituar”; “o elástico aperta-me as orelhas”; “sofro de sinusite”, etc., etc...

Outra nota curiosa é que ninguém se atrasou ao check in ou não se apercebeu da hora do embarque. Zelosamente todos desinfectaram as mãos, observaram o distanciamento social, foi-lhes medida a temperatura corporal, sem o mais leve pretexto ou irritação.

Honestamente fiquei sem perceber o porquê de todas as pessoas se terem comportado altamente, digo correctamente, quando o que se assiste, por vezes, no dia-a-dia é gente ignorando a sinalização para distanciamento social marcado nos passeios dos bancos comerciais, paragem de autocarros, hospitais, padarias, ATM, postos de compra de energia eléctrica, e mais uns tantos locais. Ou será porque o avião tem esse poder de atracção tão especial que é raro alguém perder um voo sob argumento de “acordei tarde, o ‘chapa’ avariou, não tenho transporte pessoal”, e outras tantas justificações que andam na ponta da língua de muitos de nós? Leia mais...

Classifique este item
(0 votes)
Script: