STEMA finta a crise e mantém-se estável

São poucas as empresas públicas e até mesmo privadas que se podem gabar de permanecer estáveis no meio de tudo o que o país vem atravessando desde 2016 e que agora se agrava com os efeitos sociais e económicos da pandemia do novo coronavírus. A empresa Silos e Terminal Graneleiro da Matola (STEMA) é um desses casos à parte.

Na sexta-feira finda, esta empresa celebrou o reinício das operações de carregamento de navios de cereais, através da exportação de milho sul-africano para o Quénia, facto que, segundo os seus gestores, reposiciona a empresa como porta de entrada e saída de cereais ao serviço do país e da região.

No mercado desde 1997, a STEMA presta serviços de manuseamento de cereais para o mercado doméstico, regional e para indústrias locais. É detida em 100 por cento pelo Estado moçambicano, através do Instituto para a Gestão de Participações do Estado (IGEPE), com 56 por cento do capital, e pela Direcção Nacional do Tesouro (DNT) que tem uma participação accionista de 44 por cento.

Uma parte do milho e todo o malte e trigo que se consome no país e no Zimbabwe é aprovisionada por esta empresa, assim como os excedentes da África do Sul e do reino de eSwatini são manuseados e exportados ou importados a partir daqui.

No que se refere à sua participação na comercialização agrícola, a STEMA intervém na aquisição ocasional de cerca de 10 mil toneladas de milho da África do Sul e do México para abastecer o mercado nacional em períodos em que se registam situações de défice interno. Leia mais...

Texto de Jorge Rungo

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