Suleiman Cassamo escreveu há uns trinta anos um livro icónico a que deu o título curioso de “O Regresso do Morto”; mal imaginava ele que, anos decorridos, Bula bula iria socorrer-se desse imaginativo título para contar uma estória que tanto tem de trágico como de hilário…

Não é que, assim do nada um cidadão chamado Josefo de Sousa foi catapultado para a categoria de herói nacional por intermédio das redes sociais. Bula-Bula arrisca-se a dizer que até há duas semanas, tirando a família e alguns colegas da Renamo, ninguém mais sabia dessa “sumidade”.

Dizia um amigo de Bula-Bula, num destes saudosos dias de canícula regados a goles de cerveja, que “é possível transformar um nada num acontecimento”. Passados alguns meses, eis que se confirma a tese. Josefo passou a assunto nacional.

Mas quem é Josefo de Sousa? Nada mais, nada menos que um membro da Renamo que subitamente “morreu” e 4 meses depois voltou ao mundo dos vivos. Coisa bíblica com a diferença do tempo transcorrido entre o passamento e o regresso. Ele levou três dias e este 4 meses…

Na verdade, a fábula nem mereceria nenhuma nota de rodapé se não se tratasse de malta da Renamo e do momento particular que o país vive com a cena do Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) e com os nervos à flor da pele por causa da corrida contra o tempo… até porque Outubro está ali ao virar da esquina e seria de todo lícito que as eleições decorressem em ambiente ordeiro, tranquilo e seguro.

A novela começou com a circulação de uma mensagem “de dentro” da Renamo dando conta do sumiço de 3 militares de alta patente; dizia-se que tinham trabalhado com o finado Afonso Dhlakama, mas que o novo timoneiro da “Perdiz”, numa de Machartismo, decidira varrer para debaixo do tapete todos os antigos fiéis do falecido presidente.

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