A Subestação de Auasse alimenta três mil e 131 consumidores de Mueda, Muidumbe, Mocímboa da Praia, Nangade e Palma, o que corresponde a apenas 1 por cento da sua capacidade instalada que é de 16

 Mega Volt Ampere (MVA)

“Amanheceu” em Mueda, Mocímboa da Praia, Nangade, Muedumbe e Palma, distritos da província de Cabo Delgado. A energia eléctrica da Rede Nacional que é fornecida a estes cinco distritos ganhou qualidade graças à entrada em funcionamento da subestação de Auasse. A partir de agora, só razões de força maior é que poderão ditar a ocorrência de oscilações ou cortes de energia. O que houve, na verdade, foi a redução da pressão sobre a subestação de Macomia, que fica a atender a região centro de Cabo Delgado, enquanto a subestação de Metoro atende às necessidades da parte sul. Assim, a falta de qualidade de energia deixa de ser pretexto para não investir nesta província. 

A subestação de Auasse, localizada no distrito de Mocímboa da Praia, no cruzamento que leva às sedes dos distritos de Mocímboa da Praia e Mueda, ainda não foi inaugurada, mas já está a mudar a vida dos residentes dos cinco distritos que dela beneficiam.

Aliás, até mesmo os consumidores dos distritos de Quissanga, Ibo, Meluco, Macomia e Ancuabe, que se localizam na região centro de Cabo Delgado, também suspiram de alívio, dado que a pressão sobre a subestação de Macomia cessou. Cortes e oscilações viraram eventos raros, pelo que o uso de equipamentos eléctricos e electrodomésticos começam a desaparecer do léxico colectivo.

Dados em nosso poder indicam que a subestação de Awasse tem como capacidade 16 Mega Volt Ampere (MVA), mas o consumo geral da área coberta por esta infra-estrutura é de cerca de um (1) por cento, o que significa que estão ali disponíveis cerca de 15 MVAs por consumir.

No total, naqueles cinco distritos, nomeadamente Mueda, Mocímboa da Praia, Muedumbe, Palma e Nangade existem três mil e 131 consumidores, maioritariamente domésticos, pelo que todo o esforço que o governo provincial agora desenvolve é na perspectiva de atrair investidores de peso, sobretudo do domínio da indústria transformadora, mineração, hotelaria, entre outros que usam a energia eléctrica a sério.