UM golpe de belo efeito do “central” Gabito quebrou a ansiedade que dominou as hostes “tricolores” no esforço à busca da vitória, que seria a única via de chegar antecipadamente ao título. 

Foi assim que o Maxaquene entrou a pressionar, jogando abertamente ao ataque, mas a não encontrar o caminho certo para chegar à baliza defendida por Daúdo. Optando por um sistema defensivo compacto, o Têxtil esteve atento aos movimentos do adversário, interceptando os passes que saíam próximo da grande área. Os “tricolores” experimentaram grandes dificuldades para furar a muralha defensiva, enquanto os flanqueamentos não surtiam o efeito desejado porque eram, em grande parte, interceptados. Perante a ausência de soluções, notou-se alguma aflição e que resultava na perda do esférico a favor do adversário. O técnico do Maxaquene, Arnaldo Salvado, chamou à equipa para maior concentração e calma, porque o Têxtil, apercebendo-se da perturbação “tricolor” saía com alguma ameaça em contra-ataque e na primeira ocasião, aos cinco minutos, Ussama apareceu nas alturas a desviar o centro de Obel, mas o esférico saiu por cima do travessão.

O Maxaquene acusou alguma apatia, recuando muitas vezes à busca de soluções, que não saíam. Teve que experimentar remates fora da área, tendo Liberty sido o primeiro a fazê-lo com precisão, mas a bola a embater no peito do “keeper” Daúdo e a não encontrar ninguém para a emenda. A falta de soluções forçou ainda a defensiva “tricolor” a subir quando pudesse, e Gabito foi um dos maiores aventureiros. Na primeira aventura, ganhou um remate à figura de Daúdo, passados 13 minutos.

O Maxaquene não descansou. Embora conturbado com a situação menos favorável às suas intenções, procurou a todo custo os caminhos para a baliza “fabril”, com o ala direito Kito a “bombardear” a área e algumas subidas do lateral esquerdo Eusébio para centrar, mas sem sucesso. As tentativas de remate fora da área eram a única solução e, na sequência disso, Liberty ensaiou e com muita precisão, porém Daúdo teve reflexos, sacudindo o esférico com os punhos, aos 42, minutos. Mas antes, o artilheiro Betinho forçou o guarda-redes “fabril” a uma palmada para canto. Vendo-se em apuros, o Têxtil simulou lesões, tentando puxar o nulo até ao intervalo e foi o que aconteceu.

O Maxaquene voltou do intervalo com a mesma postura, desta vez a imprimir maior velocidade e mudando constantemente os flancos, com centros e remates à mistura. O Têxtil ficou encurralado, mas o Maxaquene continuava sem acertar com a baliza, porque os “fabris” sacudiam tudo. Desta vez, o “central” Campira juntou-se a Gabito nas subidas. Aliás, Arnaldo Salvado havia declarado uma “guerra” aberta contra os “fabris”, teimosos em defender. Numa das suas incursões, Campira penetrou na área pela direita e foi estorvado, mas o árbitro ignorou. Persistente, o defesa “tricolor” fez uma excelente assistência de cabeça para Hélder Pelembe desviar com a testa ao lado na boca da baliza. Afinal a glória viria de Gabito que, em mais um pontapé de canto, desferiu um golpe de cabeça a visar, aos 65 minutos, para o delírio dos adeptos “tricolores”.

A equipa de arbitragem liderada por Filimão Filipe, fez bom trabalho.