A segunda edição da expedição 3 East Route foi comparativamente a do ano passado um verdadeiro momento de consagração do crescimento qualitativo em termos de preparação e organização deste evento 

que já se arrisca a conquistar efectivamente um espaço próprio na programação anual das autoridades turísticas dos três países.

Desta vez, a expedição que começou a 14 de Outubro, na Suazilândia, e terminou a 20 do mesmo mês em Kwazulu Natal foi de tal forma bem organizada que fez esquecer as trapalhadas e outros predicados pouco abonatórios que caracterizaram a primeira edição, onde a parte Moçambicana, diga-se em abono da verdade, acabou se revelando o elo mais fraco do conjunto dos três países em matéria organizativa.

Na presente edição Moçambique assinalou a sua presença na expedição em grande de tal forma que o ministro do desenvolvimento económico e turismo de Kwazulu Natal não se coibiu em parabenizar reiteradamente as autoridades moçambicanas pela proeza e sobretudo assinalou que “ a Suazilândia vai ter que trabalhar duro para “bater” Moçambique porque da primeira a esta edição os nossos irmãos de Moçambique esmeraram-se e provaram que são bons a organizar eventos, é um grande desafio superar o nível de recepção, hospitalidade e organização que nos proporcionaram em Maputo”.

Os cerca de 300 integrantes da expedição foram recebidos em apoteose na Fortaleza de Maputo onde decorreu um jantar de “boas vindas” que foi abrilhantado com uma actuação inolvidável e de se lhe tirar chapéu da banda Kakana onde a jovem cantora Yolanda fez delirar a plateia de luxo que ali se achava presente.   

Nos dois dias em que as delegações suázi e sul-africana estiveram em Maputo tiveram oportunidade de efectuar um “city tour” onde puderam escalar a Feira de Artesanato Flores e gastronomia de Maputo (FEIMA), a praça da Independência e ao nível dos chefes das delegações participaram numa sessão de plantio de arvores nativas na zona de Chiango, no bairro da Costa do Sol.

Os visitantes ainda tiveram a chance de ir dar o gosto ao pé no Lounge do espaço Coconuts, um dos lugares mais cobiçados pela turma jovem que integrava a expedição. Houve quem por conta e risco próprio deixou-se “perder” pela zona baixa da cidade, mais precisamente na Zona Quente, com algumas escalas técnicas no Gipsy Bar, Copacabana, Carlton e outros lugares de diversão nocturna.

Enquanto isso, a Suazilândia exibiu o seu lado forte de preservação e valorização cultural ao proporcionar aos seus visitantes uma visita guiada ao memorial dedicado ao Rei Sobhuza, o Museu Nacional que preserva uma boa amostra da cultura Swazi e uma vila tradicional. Importa referir que nas proximidades ao museu, está o parlamento, e o Memorial ao Rei Sobhuza II. Nas redondezas se encontra a Vila Cultural Swazi, com cabanas (beehive) mais autênticas e apresentações culturais.
Mas o auge de toda expedição foi a visita guiada ao Mlilwane Wildlife Sanctuary – que é uma importante área de transição de fauna e flora e depois uma escalada pelo sobejamente conhecido House on Fire (onde anualmente é realizado o Bush Fire Festival).  

Relativamente a região de KZN é de destacar a visita guiada a uma das principais atracções turísticas daquela região, depois do isimangaliso wetland park, que é o Hluhluwe Umfolozi Park Visit( Nyalazi gate)  um dos mais antigos parques de conservação natural da Africa do Sul e de Africa.

Estabelecido em 1895, o Hluhluwe Park situa-se no coração da Zululândia, onde os Reis Zulus tais como Dingiswayo e Shaka caçavam e estabeleceram as primeiras leis de conservação da natureza. Lá podem ser vistos os famosos Big Five (leão, elefante, leopardo, búfalo e rinoceronte).