TEXTO DE MARIA DE LURDES COSSA
MALU.COSSA@SNOTICICAS.CO.MZ
Um total de 120 passageiros, 100 dos quais mineiros, a bordo do Boeing 737, desembarcou, na sexta-feira, às 13.30 horas, no Aeroporto Filipe Jacinto Nyusi, naquele que foi o voo inaugural das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) na rota Lanseria (África do Sul) -Xai-Xai (Moçambique).
A rota é na verdade uma resposta à preocupação dos mineiros e constitui uma alternativa para evitar as longas filas que tinham de enfrentar, sobretudo, na quadra festiva e na Páscoa, na travessia das fronteira de Ressano Garcia, Moçambique, e Lebombo, África do Sul.
Além do voo inaugural, um segundo avião escalou o Aeroporto Filipe Jacinto Nyusi, pelo que no total foram transportados, na sexta-feira, 180 mineiros, sendo que, para o efeito, desembolsaram 5,933 meticais por passagem e, caso o desejem, terão de desembolsar o mesmo valor para a volta a Lanseria, o que poderá totalizar 11,461 meticais.
Entretanto, este valor não é fixo. Poderá aumentar ou ainda reduzir, em função da época do ano, conforme explicações, ao domingo, de Sérgio Matos, gestor do Projecto de Reestruturação da LAM.
Espera-se que, até ao dia 2 Janeiro, data marcada para o voo de regresso, mais de quatro mil mineiros moçambicanos sejam transportados pelas Linhas Aéreas de Moçambique.
Tejú Chaluco, mineiro desde 1993, estava completamente eufórico pela inauguração da rota Lanseria-Xai-Xai. Aos 51 anos de idade, aquela foi a primeira vez a entrar num avião e também a única sem enfrentar bichas longas para regressar ao calor da família.
Para si, a abertura da nova rota significa um alívio e uma possibilidade de chegar à casa ainda fresco. “Já não temos de ficar 24 horas na fronteira. Espero que este serviço não pare”.
Chaluco considera justo e muito bom o preço adoptado pela companhia, “acho que quem vai de carro próprio gasta muito mais. Eu gastava muito mais. Estou feliz com isto”. Leia mais…