POR: JORGE RUNGO
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Mais de mil empresas de diversos ra[1]mos de actividade e dimensões foram vandalizadas e saqueadas na província de Maputo, lugar que acolhe o maior parque industrial e comercial do país, mas que se tornou epicentro das manifestações violentas que caracterizaram o período pós-eleitoral. O estrago foi tão avassalador que, até hoje, o governo desta província e as associações empresariais ainda contabilizam as infra-estruturas, equipamentos e mercadorias nos mais variados sectores que foram alvo da saga destruidora.
O que torna a contabilização dos estragos algo difícil é o facto de muitos empreendedores não se disporem a facultar qualquer informação sobre a matéria por, na sua maioria, temerem eventuais represálias, uma vez que alguns grupos de instigadores de vandalismo continuam a circular pelos estabelecimentos comerciais e exigir que os mesmos reduzam os preços de produtos básicos, entre outros. Aliás, na semana finda, um grupo de jovens invadiu um supermercado na cidade de Maputo e “ordenou” que os seus gestores reduzam os preços até amanhã, segunda- -feira, sob pena de terem o estabelecimento invadido e vandalizado.
No caso da província de Maputo, o governador Manuel Tule, orientou a que se faça o levantamento dos impactos referentes ao sector da indústria e comércio, e os dados preliminares apontam para a perda de mais de três mil postos de trabalho, encerramento de mais de 1127 unidades económicas e danos materiais estimados em cerca de 2.5 mil milhões de meticais. Leia mais…