O Presidente da Tanzânia, John Magufuli, visitou semana passada o Ruanda, um país vizinho, a convite do seu homólogo Paul Kagamé, naquilo que constitui a sua primeira viagem ao estrangeiro, desde que se tornou chefe de Estado em Novembro do ano passado.
Magufuli e Kagamé presidiram à inauguração duma ponte e do Posto de Paragem Única, dois empreendimentos desenvolvidos sob os auspícios da Comunidade da África Oriental (EAC ).
Trata-se de infra-estruturas vitais para acelerar a interacção transfronteiriça, mas também melhorar o acesso ao Oceano Índico por parte dos países do hinterland.
Os dois estadistas mantiveram ainda conversações bilaterais para além de depositarem uma coroa de flores no Memorial em homenagem às vítimas do genocídio de 1994.
Esta foi a primeira viagem de Magufuli ao exterior desde que assumiu o cargo em Novembro de 2015, o que demonstra a importância que a Tanzânia atribui ao reforço das relações com os seus vizinhos, pois no âmbito da contenção dos gastos do governo, ele tem evitado as deslocações ao estrangeiro.
Como presidente em exercício da Comunidade da África Oriental, a primeira visita de Magufuli ao exterior também retrata o seu compromisso com o aprofundamento do processo de integração e fortalecimento das relações entre os Estados membros daquele bloco económico regional.
As trocas comerciais entre os dois países ocupam lugar de destaque. Segundo estatísticas do governo ruandês, o Porto de Dar-es-Salaam manuseia 60 por cento das exportações e importações do Ruanda, tornando-se um porto estratégico em termos de movimentação de carga deste país.
Ruanda também considera o corredor central da Tanzânia, que combina a rede rodoviária e ferroviária como essencial para o comércio e principal rota de transporte, ligando o Ruanda com o vizinho Burundi, Uganda e a parte oriental da República Democrática do Congo.
Socialmente, muitos ruandeses, especialmente aqueles que nasceram e viveram na Tanzânia, consideram o país como sua segunda casa.
Em várias ocasiões, o presidente Kagamé tem expressado a sua admiração pela postura do John Magufuli em relação à corrupção e à contenção dos gastos do governo.
Avelino Mucavele,em Blintyre, Malawi