A empresa MECTS, responsável pelo Sistema Eletrónico de Selagem e Rastreio de Carga em Trânsito, em parceria com a Autoridade Tributária de Moçambique, será admitida hoje, em Maputo, na Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), tornando-se a primeira de parceria Público-Privada (PPP) a ser cotada na bolsa.
A cerimónia a ser dirigida pelo Presidente da República, Daniel Chapo, vai representar um momento importante para o mercado de capitais moçambicano, acto que evidencia o papel da bolsa na aproximação das empresas ao mercado de capitais, na diversificação das alternativas de financiamento e no desenvolvimento da economia nacional.
O pedido de admissão à cotação foi submetido à bolsa em Junho deste ano, depois de a empresa ter registado as suas acções na Central de Valores Mobiliários, num processo enquadrado na legislação das parcerias público-privadas e concessões empresariais.
A legislação moçambicana das PPP prevê mecanismos de participação de investidores nacionais no capital destas empresas através do mercado bolsista, após um determinado período de exploração dos projectos.
A entrada em bolsa acontece numa altura em que a empresa apresenta um crescimento das receitas para o Estado. Dados do Ministério das Finanças mostram que as receitas provenientes da concessão da MECTS aumentaram 155,6 por cento no primeiro semestre de 2026, atingindo 49 milhões de Meticais, contrariando a tendência geral das restantes concessões.
De acordo com o Banco de Moçambique, a capitalização bolsista cresceu 5 por cento em 2025, para 221,9 mil milhões de Meticais, passando a representar 30,9 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
No plano estratégico para 2024-2028, a administração da Bolsa de Valores de Moçambique definiu como meta aumentar o número de empresas cotadas de 16 para 30 até 2028 e elevar a capitalização bolsista para 35 por cento do PIB, reforçando o papel do mercado de capitais no financiamento da economia nacional.
209
Anterior


