O Governo e a multinacional TotalEnergies continuam sem consenso sobre os custos associados à paralisação do projecto Mozambique LNG, na vila de Palma, província de Cabo Delgado, devido à situação de “Força Maior” declarada em 2021.
A empresa estima em 4,5 mil milhões de dólares os prejuízos acumulados até ao início deste ano e defende a compensação dos encargos, uma pretensão que está a ser analisada pelas autoridades nacionais.
Entre as compensações propostas pela petrolífera consta a extensão, por mais 10 anos, dos períodos de desenvolvimento e produção, bem como o adiamento do início da produção, inicialmente prevista para Julho de 2024, para o primeiro semestre de 2029.
Contudo, uma auditoria forense identificou uma diferença de dois mil milhões de dólares nos custos apresentados pela operadora da Área 1, responsável pelo empreendimento avaliado em 20 mil milhões de dólares.
O Governo continua a avaliar os custos reclamados pela multinacional em paralelo à análise das emendas aos planos de desenvolvimento dos projectos Rovuma LNG, da Área 4, e Mozambique LNG, da Área 1.
A auditoria, conduzida pela consultora britânica especializada Bayphase, visa validar os custos recuperáveis reclamados pela empresa, verificando a sua conformidade com as definições e os procedimentos contabilísticos previstos nos contratos de concessão de cada área.
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