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SEGUNDO NGUENHA: Moçambique que sai do “TSEVELE” é múltiplo e diverso

Por Jornal domingo
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O Moçambique que sai do livro TSEVELE: Epistemologias da Moçambicanidade não é apenas do Rovuma ao Maputo, mas um Moçambique múltiplo, cristão e islâmico, banhado pelo Índico e por outras formas de vida, afirmou o Professor Severino Ngoenha.
Na apresentação da obra, na Universidade Eduardo Mondlane, Ngoenha partiu de uma metáfora sobre a arquitectura como pensamento, para explicar que, tal como os edifícios precisam de alicerces profundos e equilíbrio, a construção da nação também exige organização do pensamento.
Sublinhou que o livro, embora dividido em artes e tradições, saberes e práticas, espaço e monumentos, gastronomia e plantas, poderia originar não um, mas muitos livros, tal é a riqueza dos saberes ali contidos.
O académico defendeu que a obra não convida, em primeiro lugar, a um diálogo de Moçambique com o exterior, mas a Moçambique a autoconhecer-se na sua unidade e na sua diversidade, usando essa diversidade como riqueza para dialogar com os outros.
Felicitou ainda a SN Editora, afirmando que a editora guarda um património curativo e a determinação de jovens que querem ser exigentes e hermenêuticos na produção de um saber moçambicano.

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