O Presidente da República, Daniel Chapo, convidou, esta segunda-feira, no Rio de Janeiro, investidores e empresas brasileiras a estabelecer parcerias com Moçambique na exploração
de petróleo e gás, desenvolvimento industrial
e transferência de tecnologia, defendendo que os recursos energéticos do país devem gerar empregos, fortalecer empresas nacionais e impulsionar a economia.
O Chefe do Estado falava na abertura do Fórum Rio Petróleo e Gás 2026, organizado pelo Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), onde foi o principal orador.
Na ocasião, afirmou que Moçambique pretende aprofundar a cooperação com o Brasil, aproveitando a experiência brasileira na
exploração em águas profundas, engenharia,
logística e desenvolvimento de cadeias de fornecedores.
Sublinhou que a relação entre os dois países deve traduzir-se em oportunidades concretas de
investimento, capacitação de técnicos e crescimento conjunto de empresas moçambicanas e brasileiras.
O Chefe do Estado destacou o potencial energético moçambicano, estimado em cerca de 180 triliões de pés cúbicos de gás natural, dos quais aproximadamente 133 triliões são considerados recuperáveis, além dos recursos hidroeléctricos, solares e eólicos.

Além disso, referiu, igualmente, os projectos em desenvolvimento na Bacia do Rovuma, incluindo Coral Sul, Coral Norte, Mozambique LNG e Rovuma LNG, que representam investimentos estimados em cerca de 50 mil milhões de dólares norte-americanos.
Na sua intervenção, o Presidente moçambicano defendeu uma nova etapa de desenvolvimento do sector, orientada não apenas para a produção e exportação de energia, mas também para a industrialização, agricultura, produção de fertilizantes e criação de empregos.
Daniel Chapo apontou, neste contexto, a importância do gás natural para responder às necessidades de desenvolvimento de Moçambique e de África, defendendo uma transição energética justa e inclusiva, que concilie sustentabilidade ambiental, acesso à electricidade e crescimento económico.
O estadista anunciou que o país está a preparar uma nova fase de oferta de áreas para pesquisa e exploração de hidrocarbonetos, apoiada em informação geológica e geofísica mais robusta e num quadro regulatório modernizado.
Destacou, igualmente, a aprovação da Lei do Petróleo, em Junho deste ano, que, segundo explicou, visa assegurar previsibilidade jurídica, estabilidade fiscal, transparência regulatória e protecção dos investidores, preservando os direitos adquiridos e o interesse nacional.


