TEXTO DE MICAELA MEQUE
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A não observância de medidas de segurança e a falta de protecção nas piscinas residenciais representam perigo para os usuários e podem culminar em tragédias. No nosso quotidiano, há relatos de famílias que perderam parentes subitamente.
Quando chega o Verão, é nas piscinas privadas que as famílias procuram refrescar-se, descansar ou divertir-se com convidados num ambiente mais intimista. Mas, quando o zelo e as medidas de segurança não são tomados em conta, o perigo pode surgir de forma silenciosa e inesperada. Basta poucos segundos de distração para transformar um momento de lazer em tragédia.
Nestes episódios, as maiores vítimas têm sido, sobretudo, as crianças. Por isso, a existência de bóias de salvação e outros equipamentos de flutuação, a presença de pessoas adultas a controlar o ambiente, barreiras de segurança à volta da instalação, assim como a necessidade de garantir que quem esteja dentro das àguas saiba nadar, ou quando não saiba, permaneça numa área protegida ou sob cuidados de terceiros, revelam-se fundamentais. Pois basta um segundo de falta de atenção para que tudo termine em gritos, correria e desespero.
Foi o que aconteceu com a pequena K.Andrade (nome fictício), de três anos, há sensivelmente três anos. Num belo sábado, dia de calor intenso na província de Maputo, sua mãe decidiu passar a tarde com ela na piscina de casa, no bairro 1.º de Maio. A ausência do companheiro e dos outros dois filhos não as impediu de desfrutar de um momento de qualidade ao lado da piscina. Depois da brincadeira, sua mãe pôs-se a descansar numa cadeira, enquanto a menor se entretinha com os brinquedos. Vencida pelo cansaço causado pela água, a progenitora adormeceu. Quando despertou, inconsciente do tempo que levara na soneca, apercebeu-se do silêncio e quando direccionou os olhos ao redor se deparou com o inimaginável – o corpo da filha a flutuar na água.
Desesperada, retirou a menina da água, tentou reanimá-la, mas sem sucesso. De imediato dirigiu-se a um hospital mais próximo, onde recebeu a notícia de que a pequena já não estava em vida.
Situação semelhante aconteceu no ano passado, no distrito de Marracuene. Tânia Manuel (também nome fictício) e sua família. Tal como de costume, o casal saiu para trabalhar nas primeiras horas do dia e deixou a pequena Shirley (nome fictício) e as outras crianças da casa sob os cuidados de uma babá. Leia mais…


