A implementação do Sistema Nacional de Rastreabilidade de Medicamentos deverá reforçar a segurança da cadeia farmacêutica e permitir acompanhar o percurso dos produtos desde o fabricante até ao paciente, contribuindo, assim, para combater a falsificação, desvio e contrabando de medicamentos.
O administrador delegado da Farmácia de Moçambique, Gustavo da Cruz, defende que a rastreabilidade deve ser entendida como um mecanismo de garantia da qualidade e segurança dos medicamentos, permitindo identificar onde cada produto foi produzido, por onde passou, foi comercializado e quem o adquiriu.
Gustavo da Cruz, falava hoje, na FACIM, no decurso do seminário sobre “Da Produção ao Utente: a Rastreabilidade dos Medicamentos como Pilar de uma Cadeia Farmacêutica Sustentável, no pavilhão do Sector Empresarial do Estado.
Segundo a fonte, a cadeia farmacêutica envolve diferentes intervenientes, nomeadamente fabricantes, distribuidores, farmácias e pacientes, sendo necessário assegurar que cada elo tenha informação sobre a origem e o percurso dos produtos.
Entre as principais razões para acelerar a implementação da rastreabilidade, a fonte apontou a necessidade de garantir que os medicamentos consumidos correspondam efectivamente às informações constantes dos respectivos rótulos, combater a falsificação, desvio e o contrabando, tornar visível aquilo que actualmente circula fora da cadeia formal e aumentar a eficiência e a confiança no sector farmacêutico.
Destacou a importância da rastreabilidade para a preservação da integridade das marcas, sobretudo para fabricantes e empresas que representam marcas farmacêuticas em Moçambique, contribuindo para a reputação e sustentabilidade do sector.
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