As restrições no abastecimento de combustíveis tem estado a gerar constrangimentos no sector de transporte de carga, afectando directamente a cadeia de distribuição de mercadorias e condicionado o cumprimento de prazos de entrega em várias regiões do país.
Muitos operadores do sector de transporte de longo curso afirmaram que em diferentes pontos do país viaturas pesadas permanecem horas estacionadas à espera de abastecer, situação que tem comprometido o transporte normal de mercadorias, além do aumento do custo logístico. Perante este cenário, muitas empresas tem optado por reduzir o número de viaturas em circulação, permitindo apenas algumas para assegurar os serviços essenciais e contratos urgentes.
Esta medida, de acordo com os operadores, visa racionalizar o consumo e evitar que as viaturas fiquem imobilizadas ao longo das estradas, por falta de combustível. Ainda de acordo com os transportadores, esta situação representa uma perda de receitas na ordem de 30 por cento devido às dificuldades operacionais enfrentadas nos últimos dias.
Segundo o representante do sector de transporte de carga na Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Zuneid Columia, o actual cenário está a pressionar os operadores a reverem os custos de transporte, num contexto marcado pela subida dos preços dos combustíveis e incerteza no abastecimento.
No entanto, o reajuste das tarifas de carga tornou-se inevitável para garantir a continuidade das operações. Contudo, a fonte alerta que esta medida poderá reduzir a competitividade das empresas e acabar por encarecer os produtos no mercado, sobretudo para o consumidor final.
Neste momento, os operadores evitam transportar cargas de longa distância devido à incerteza no abastecimento de combustível durante a viagem. Vários camiões que partem de Maputo apenas conseguem operar até à cidade da Maxixe, na província de Inhambane”, explicou.
O representante da CTA acrescentou que diversas transportadoras já iniciaram negociações com os seus clientes para harmonizar uma nova tabela de preços de carga, ajustada à realidade actual do mercado. Ainda assim, reconhece que a revisão dos preços poderá não ser definitiva, tendo em conta a possibilidade de novos aumentos no preço dos combustíveis nos próximos meses. Leia mais…



