POR: NEYMA DE JESUS
Nasceu há mais de um século, a 21 de Janeiro de 1920 e, este ano, completou 105 anos. Chama-se Percina Mulocha e, apesar da idade que carrega, tem um vigor de dar inveja. Tem ainda os passos firmes. Bem conservada, nem as poucas rugas no seu rosto denunciam que é uma centenária. Ouve e vê bem para a idade que tem. E ainda se aventura na cozinha quando lhe apetece comer algo preparado por si mesma. Mas quando o peso da idade bate a porta, debaixo de uma árvore frondosa no bairro de Matalane onde vive, contempla o enorme quintal onde costuma receber a família.
Mãe de apenas duas filhas, avó de nove, bisavó de 14 e trisavó de oito, confessa ter um amor imensurável pela família e o temor a Deus, razão pela qual, depois do divórcio nunca mais casou. Aliás, antes do casamento, sequer conhecia o homem que viria a ser seu parceiro. “Naquela época, a junção de um casal era decidida pelos mais velhos”.
No caso da avó Percina, como é tratada, foi escolhida pelas anciãs da igreja para o seu futuro marido. “Foram à minha casa e chamaram a mim e minhas irmãs, e escolheram-me”. Leia mais…