Texto de Luísa Jorge

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O receio de conhecer o respectivo estado de saúde, aliado à falta de conhecimento sobre a importância de doar sangue, é apontado por algumas pessoas entrevistadas pelo domingo como um dos factores que contribuem para que o número de dadores não aumente na proporção desejada pelas autoridades da saúde.

Nelsa Muocha, 30 anos, dadora há oito anos, tem uma resposta para a recusa das pessoas em doar o precioso líquido: “penso que têm medo que lhes sejam diagnosticadas doenças” (Hepatite C e HIV e SIDA) e prossegue: “No nosso trabalho de campo e nas feiras de saúde quando explicamos que o sangue é sujeito a diferentes exames algumas pessoas desistem”.

Omar Custódio, 25 anos, tem uma opinião diferente. Pensa que muita gente não doa sangue por escassez de informação sobre a importância de salvar uma vida. “Se as pessoas estivessem suficientemente elucidadas muitas doariam sangue. Há um ano tive uma amiga que se encontrava internada no hospital e necessitava de alguém para doar sangue. Fiquei sensibilizado e doei. Não custa nada”.

Entretanto, André Balate, 49 anos, doou sangue apenas uma e única vez. Contou que foi no ano passado numa feira de saúde. Mas, “infelizmente, não me senti incentivado a voltar. A minha esposa era dadora voluntária, mas também não tem sido assídua. Até porque, como dador, o direito à assistência médica e medicamentosa, às vezes, não é observado”, justificou-se Balate. Mas há bons exemplos.

José Namburete, 72 anos, teve a sua primeira experiência como dador em 1982. O apelo feito pela Rádio para que salvasse vítimas do ataque de Tenga, na época da guerra dos 16 anos, foi o que o sensibilizou a doar sangue pela primeira vez. 

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21.08.201Banco de Moçambique