TERROR: Bandidos violam, apedrejam e cobram através de POS

Por Carol Banze
carolbanze@snoticias.co.mz
Verdadeiro terror! Sem hipérbole. A cada dia que passa, os malfeitores investem na malícia e, de maneira mais gravosa possível, torturam as suas vítimas, que simplesmente se transformam em presas dentro das suas próprias casas: “Eles desferiram golpes de catana no meu braço. A intenção era triturar os ossos…”, conta uma vítima recente de bandidos; “… empurravam a porta e gritavam que iriam violar-nos e, de seguida, matar a toda gente…”, conta a outra, em conversa com o domingo.

Conforme se vê, parece não existir espaço para mais ninguém. O campo é “literalmente” deles. Os bandidos. As cenas por eles perpetradas são verdadeiras réplicas de filmes de terror e, nalguns casos, com requintes de maldade que ultrapassam a ficção. Os delinquentes fazem, desfazem, desafiando de forma temerária as autoridades da Lei e Ordem. Coragem é o que não falta aos fora-da-lei, uma atitude que deixa a população indignada.

O dia-a-dia dos residentes de Beluluane e Mavoco, localizados no distrito de Boane, província de Maputo, poderão neste ensejo servir de elementos exemplificativos de uma vida incompatível com a resistência de qualquer ser vivente.

A nossa reportagem esteve há dias naqueles locais, onde, recentemente, ocorreram episódios de barbárie que, realce-se com muita lástima, culminaram com a morte de um cidadão especificamente na zona de Beluluane.

João Castigo, que trabalha como guarda na residência do finado, conta que no dia do crime os bandidos não esperaram sequer que os donos da casa se perdessem em um sono profundo de forma a gozarem de uma invasão facilitada. Entraram, acredite-se, por volta das 23.00 horas.

Nesta altura, de dentro do seu quarto, que fica contíguo à residência principal, “ouvi um ruído de instrumentos. Parecia ‘ferro com ferro’”. E era mesmo.

Os gatunos produziam o referido barulho ao se empenharem para arrancar um portão fabricado com recurso ao tubo, um material frequentemente utilizado em serralharia. Acto conseguido, introduziram-se na residência e lá fizeram o pior possível: tiraram a vida de um ser humano.

João, o guarda que presta serviços à família infortunada, afirma que não presenciou o assassinato e tão-pouco sabe do motivo que impeliu os malfeitores a assassinarem o seu patrão, pois, exactamente no momento do crime, parte do grupo cercava o seu perímetro, com a intenção de lhe esbulhar os seus pertences. “Um dos ladrões parou à minha janela, outro à porta do meu quarto, tendo-a, em algum momento, chutado com muita raiva. Uma vez derrubada, entrou e, de seguida, apontou a arma à minha cabeça para me exigir dinheiro”.

Ao se fazer de desapercebido, João sentiu uma chapada violenta no seu rosto. Nada mais restou senão entregar os 400 meticais que estavam em cima da sua mesa. Mas os bandidos queriam mais, e já sabiam da existência, não se imagina como, de outra quantia, devidamente escondida algures, naquele compartimento, e do seu aparelho celular de elevado valor que igualmente não estava à mostra.

Aqueles homens especificavam as suas exigências, e as contas batiam: “Ordenaram que eu tirasse outro dinheiro (2 mil meticais)que estava bem guardado. Conheciam o valor total e exigiram-me também o tablet”. 

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