TRANSPORTES SEMICOLECTIVOS: Dura rotina nos chapas complica saúde dos utentes

A falta de transportes públicos na cidade e província de Maputo tem como consequências a superlotação e a limitação nas escolhas do tipo de transporte a usar. Mas os problemas não param por aqui. Alguns destes veículos obrigam os seus utentes a viajar encurvados por longos minutos, principalmente nas horas de ponta, o que causa problemas de saúde.

“Cada vez mais complicado!”, é o que afirmam os utentes dos transportes semi-colectivos de passageiros, quando falam do seu dia-a-dia, da luta para apanhar transporte e chegar ao destino a tempo e horas, no entanto com muitas dores físicas.

As rotas de Patrice Lumumba-Anjo Voador, T3-Museu, Albazine-Praça dos Combatentes são alguns exemplos de trajectos difíceis de encarar diariamente, que leva a que alguns passageiros como Delso Vilanculos optem, quando o bolso permite, por “fazer ligações”, para sair do sufoco.

Residente no bairro de Albazine, conta que muitas vezes se vê obrigado a apertar-se no transporte semi-colectivo de passageiros e ser transportado encurvado para evitar atrasos na universidade. “Cria cansaço e dores, não é fácil viajar nessas condições”. 

Outro relato similar é de Sariela Chissano, que na sua rotina enfrenta dificuldades e constrangimentos físicos para chegar ao seu posto de trabalho na baixa da cidade, ida do bairro Patrice. Conforme relata, “de manhã as coisas são piores, poucas vezes se tem a sorte de apanhar um carro vazio, que permita que viajemos sentados”.

Tendo em conta a postura camarária em relação a esta questão, passageiros que conversaram com a nossa reportagem divergem no que respeita às regras estabelecidas. Há os que defendem que a polícia municipal não deve se meter no problema dos apinhamentos, considerando que há falta de transporte. “A polícia municipal nada pode fazer. Quando chega a hora de ponta, a procura é elevada e se formos pela lei não será possível satisfazer a demanda”, observa Sariela.

Contra esta corrente, existem os que defendem uma acção acutilante das autoridades. Vilanculos é um deles, que se justifica ao afirmar que, “apesar de estarmos na pobreza, somos humanos. Penso que não é correcto nos entulharmos, isso causa danos físicos e morais, sublinha Vilanculos.

 

Leia mais...

 

 

Versão-Impressa


Editorial

Aprendizagem, amizade união e competição
domingo, 16 julho 2017, 00:00
Arrancou sexta-feira última na cidade de Xai-Xai, num ambiente desusado, cheio de cor, luz e alegria, a 13.ª Edição do Festival Nacional dos Jogos Desportivos Escolares Gaza... Leia Mais

Opinião

Desporto

Nacional

Breves

Sociedade

Reportagem

Cultura

Em foco

Temos 229 visitantes em linha

Banca de Jornais

Sociedade do Noticias
  • EconomiaEconomia
  • CulturaCultura
  • DomingoDomingo
  • DesafioDesafio
  • NotíciasNoticias

Conselho de Administração

Bento Baloi Presidente

Rogério Sitoe Administrador

Cezerilo Matuce Administrador